segunda-feira, 28 de maio de 2018
imagine voce ta la pega um terreno baldio, cheio de sujeira, de entulho, limpa tudo, organiza as coisas, prepara a a terra, escolhe as sementes, planta, rega, coloca bastante cercado... espera crescer, poda, aduba... ai as plantas começam a florescer, dar frutos. ai chega uma pessoa sai derrubando cercado, colhendo os frutos tudo, se deliciando. e vc ate acha que é massa isso pq nunca mais achou q alguem iria querer esses frutos. e n tem problema ter derrubado a cerca, eu conserto sem problema nenhum. foi a emoção que nao fez a pessoa enxergar as cercas. tudo bem, todos temos emoções que nos cegam, as vezes. entao voce começa a ajeitar as cercas e os frutos ja nao pareciam ser tao saborosos assim. valeria a pena se sentir dentro de uma cerca onde os frutos ja pareciam nem ser tao atraentes assim?
quarta-feira, 5 de abril de 2017
Cada morte de um humano é um suspiro que a Terra dá.
Cada nascimento de um humano a Terra engole seco.
Cada nascimento de um humano a Terra engole seco.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2017
A Flor e o Andarilho
Num deserto havia um andarilho e nele cada grão de areia era uma pessoa diferente, sim, milhões de pessoas que o caminhante tinha oportunidade de conhecer. Mas para ele essas pessoas eram meros grão de areia nas dunas. Lá ele ia caminhando sob o Sol escaldante, já cansado, porém com esperanças e eis que a paisagem muda... no meio do amplo dourado algo se destaca: uma linda flor. Ele se perguntava: "Há quanto tempo não vejo algo assim? nem lembrava que era possível ver tamanha beleza nessa monotonia". Durante todo esse tempo no deserto quando via uma flor a primeira coisa que fazia era arrancá-la e levar consigo por apenas alguns passos adiante, assim a flor logo murchava e ele continuava sua caminhada sempre se questionado o porquê elas duravam tão pouco tempo em sua companhia. Mas, dessa vez não queria arrancá-la. Ele sabia que essa flor era especial e não podia cometer os mesmos erros. Dessa vez queria fazer algo diferente. Por em prática o que aprendeu com as lições vividas na jornada. A flor, apesar da solidão, não se incomodava em estar só. O Sol não tinha pena dela, mas ela era forte. Não tinha água por perto, mas ela dava um jeito. A vida era dura, mas ela estava sempre florindo. Ela também viu o andarilho. Ele foi se aproximando cada vez mais e percebeu que a flor era mais bonita ainda. Tinha também um detalhe: estava sem algumas pétalas... A flor não se animou muito com a aproximação do desconhecido. Totalmente o oposto da reação do viajante. Ele a encarou. Ela se virou.
Ele disse: "Deixe-me por um pouco de água em você, olha esse Sol como está forte"
Ela respondeu: "Não precisa. Fico agradecida. Eu estou bem, tenho meu jeito de conseguir água. Você precisará mais do que eu. Ainda tem muito deserto pela frente."
Ele: "O que aconteceu com suas pétalas? Vi que está faltando algumas... Sinto-me uma pessoa de sorte por ter te encontrado pelo caminho. Gostaria ao menos de retribuir com um pouco de água"
Ela: "Por aqui passam muitas pessoas como você. Olham-me, conversam comigo, me oferecem água e depois querem me arrancar. Eu digo para me deixarem em paz, ficam com raiva e alguns me levam umas pétalas. Dói muito quando fazem isso. Por isso, pode ficar com a água. Como eu disse eu sempre dou um jeito de me hidratar."
Ele: "Certo. Não queria incomodar. Bom, já está escurecendo e tenho que montar minha barraca. Posso ficar por aqui esta noite? Prometo que não vou arrancar uma pétala sequer."
Ambos sorriram. Ele montou a barraca, fez uma fogueira e assim passaram a noite conversando até pegar no sono.
Quando a flor acordou suas pétalas estavam completas e mais fortes. Não havia mais ninguém por perto, apenas um bilhete que dizia: "Durante muito tempo fui essa pessoa que arrancava pétalas. Quando você dormiu coloquei um pouco de água em ti.Você sorriu dormindo. Quando estiver lendo sei que estarás mais linda do que já era. Ás vezes a gente só precisa deixar que alguém nos dê um pouco de água. Com admiração: Viajante Desconhecido"
Ele disse: "Deixe-me por um pouco de água em você, olha esse Sol como está forte"
Ela respondeu: "Não precisa. Fico agradecida. Eu estou bem, tenho meu jeito de conseguir água. Você precisará mais do que eu. Ainda tem muito deserto pela frente."
Ele: "O que aconteceu com suas pétalas? Vi que está faltando algumas... Sinto-me uma pessoa de sorte por ter te encontrado pelo caminho. Gostaria ao menos de retribuir com um pouco de água"
Ela: "Por aqui passam muitas pessoas como você. Olham-me, conversam comigo, me oferecem água e depois querem me arrancar. Eu digo para me deixarem em paz, ficam com raiva e alguns me levam umas pétalas. Dói muito quando fazem isso. Por isso, pode ficar com a água. Como eu disse eu sempre dou um jeito de me hidratar."
Ele: "Certo. Não queria incomodar. Bom, já está escurecendo e tenho que montar minha barraca. Posso ficar por aqui esta noite? Prometo que não vou arrancar uma pétala sequer."
Ambos sorriram. Ele montou a barraca, fez uma fogueira e assim passaram a noite conversando até pegar no sono.
Quando a flor acordou suas pétalas estavam completas e mais fortes. Não havia mais ninguém por perto, apenas um bilhete que dizia: "Durante muito tempo fui essa pessoa que arrancava pétalas. Quando você dormiu coloquei um pouco de água em ti.Você sorriu dormindo. Quando estiver lendo sei que estarás mais linda do que já era. Ás vezes a gente só precisa deixar que alguém nos dê um pouco de água. Com admiração: Viajante Desconhecido"
quarta-feira, 16 de novembro de 2016
Guarda-roupa Velho
Abriram um raro e exuberante guada-roupa,
porém que não é limpado há seculos.
O que esperar dele?
Cheiro de flores?
Que estivesse sem poeira,
O que esperar dele?
Cheiro de flores?
Que estivesse sem poeira,
teias de aranha,
escorpiões,
traças,
baratas e ratos?
Se ninguém se preocupou em limpá-lo
como alguém se surpreenderia em vê-lo em outra situação?
Pois é!
A política no Brasil cheira a mofo.
Se ninguém se preocupou em limpá-lo
como alguém se surpreenderia em vê-lo em outra situação?
Pois é!
A política no Brasil cheira a mofo.
terça-feira, 15 de novembro de 2016
quarta-feira, 2 de novembro de 2016
Horizonte
Um abraço.
Uma música.
O silêncio.
O perfume teu.
Um café.
Um cochilo.
Uma cerveja com amigos.
Um desabafo com a família.
Uma pedalada sem rumo .
Sempre estamos na metade.
Sempre estamos no começo.
Sempre estamos no fim.
Você se sente melhor olhando por qual perspectiva?
Uma música.
O silêncio.
O perfume teu.
Um café.
Um cochilo.
Uma cerveja com amigos.
Um desabafo com a família.
Uma pedalada sem rumo .
Sempre estamos na metade.
Sempre estamos no começo.
Sempre estamos no fim.
Você se sente melhor olhando por qual perspectiva?
sábado, 29 de outubro de 2016
Touro Negro de Chifres Revirados
Num lugar montanhoso havia um touro caminhante.
Ele era negro e tinha chifres revirados.
O céu estava quase todo escuro, se não fosse a bela lua e suas milhares de amigas estrelas.
Esse cenário lhe trazia paz e o preferia para tomar decisões.
O touro gostava de subir montanhas, mas não gostava de descer pela mesma.
Então, toda vez que chegava ao topo se deparava com outras montanhas e sua unica maneira de sair dali era pulando de uma para outra.
O touro passava horas, dias, meses ou até mesmo anos decidindo para qual pular
Os medos eram vários: se iria chegar a montanha desejada, se iria cair no pulo e se machucar, se iria sobreviver as quedas...
Mas alguma decisão ele tinha que tomar, não poderia ficar ali parado.
Não suportava a monotonia do topo.
Montanhas vão, montanhas vem.
Quedas vão, quedas vem.
Machucões vão, machucões vem.
E touro está lá com cicatrizes.
Porém, mais forte.
Porém, mais livre.
Porém, mais vivo.
Os medos já não faziam seu papel direito e cada vez mais o touro queria subir no topo das montanhas, incansavelmente, e se jogar de uma para outra mesmo sem saber onde iria parar.
Não esperava nada.
Apenas pulava.
E assim levou sua vida inteira.
Pois, se agisse diferente não seria o touro negro caminhante de chifres revirados.
Ele era negro e tinha chifres revirados.
O céu estava quase todo escuro, se não fosse a bela lua e suas milhares de amigas estrelas.
Esse cenário lhe trazia paz e o preferia para tomar decisões.
O touro gostava de subir montanhas, mas não gostava de descer pela mesma.
Então, toda vez que chegava ao topo se deparava com outras montanhas e sua unica maneira de sair dali era pulando de uma para outra.
O touro passava horas, dias, meses ou até mesmo anos decidindo para qual pular
Os medos eram vários: se iria chegar a montanha desejada, se iria cair no pulo e se machucar, se iria sobreviver as quedas...
Mas alguma decisão ele tinha que tomar, não poderia ficar ali parado.
Não suportava a monotonia do topo.
Montanhas vão, montanhas vem.
Quedas vão, quedas vem.
Machucões vão, machucões vem.
E touro está lá com cicatrizes.
Porém, mais forte.
Porém, mais livre.
Porém, mais vivo.
Os medos já não faziam seu papel direito e cada vez mais o touro queria subir no topo das montanhas, incansavelmente, e se jogar de uma para outra mesmo sem saber onde iria parar.
Não esperava nada.
Apenas pulava.
E assim levou sua vida inteira.
Pois, se agisse diferente não seria o touro negro caminhante de chifres revirados.
Intensidade I
A intensidade é como um viciado em jogar roleta.
Pagamos caro, mas sempre arriscamos.
Pagamos caro, mas sempre arriscamos.
Desejos
Talvez nossos desejos foram coisas tão boas que se realizaram num outro mundo
E que neste mundo são apenas desejos,
e que todos esses outros mundos estão conectados,
por isso temos desejos.
E que neste mundo são apenas desejos,
e que todos esses outros mundos estão conectados,
por isso temos desejos.
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